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Barra Mansa



Nosso terceiro ponto de parada é a cidade de Barra Mansa, primeiramente conhecido como São Sebastião de Barra Mansa, uma das cidades mais antigas do Vale do Café, hoje é uma das cidades mais urbanas da região.


A história da cidade de Barra Mansa pode ser remontada ao século XVIII, quando se iniciam os desbravamentos de terras na região, isto, em 1764, com a sesmaria do fazendeiro Francisco Gonçalves de Carvalho. Inicialmente, como um pequeno povoado, tinha a Fazenda da Posse a sua principal construção entorno do rio Barra Mansa e do Rio Paraíba do Sul. Essas mesmas terras chegaram, por direito de herança, em 1827, ao barão de Aiuruoca que, com o crescimento populacional nos anos seguintes, tornou-se vila em três de outubro de 1832, pelo nome de São Sebastião de Barra Mansa, tendo seu território formado por terras desmembradas de Resende, Valença e São João Marcos. Como as demais cidades da região, teve participação e destaque dentro do ciclo do café, experimentando seu ápice e queda, mantendo-se herdeira desse momento histórico, o que pode ser visto em sua arquitetura ao longo da cidade. De mesmo modo, sua experiência industrial acompanhara o movimento brasileiro incitado por Getúlio Vargas, isto entre as décadas de trinta a cinquenta do século XX.


O principal destaque neste ponto é a Usina Siderúrgica Nacional, que, no momento, ficava no então distrito de Volta Redonda, essa que consistia em outra sesmaria à época de Francisco Gonçalves de Carvalho. Logo depois, com o desenvolvimento distrital, Volta Redonda se tornará uma cidade independente, mantendo intima e próximas relações com Barra Mansa.



Hoje, a cidade se destaca como um dos principais centros urbanos da região Sul Fluminense e do estado do Rio de Janeiro. Com uma produção econômica diversificada, conta com um alto comércio, participando ainda do polo industrial da região, mas também na produção animal de corte e leite, assim como na área de oleicultura.


Beneficia-se de sua posição geográfica, isto desde o inicio de sua colonização, devido estar no eixo Rio-São Paulo-Minas. Como dito, inserida no contexto sócio-histórico da região, mantém viva e permanente a cultura que herdara do período do café, seja pela produção ou em sua arquitetura. Não somente, Barra Mansa se destaca dentro da região pela sua urbanização, possibilitando acesso a consumos e bens de serviço próprios de uma cidade urbanizada, assim como pela cultura que experimenta e oferece.


Um dos principais pontos turísticos da cidade é o Palácio Barão de Guapi que tem sua construção entre os anos de 1857 e 1865, sendo tombada como patrimônio cultural em 1979 pelo Inepac. O prédio, situado no centro da cidade, passara por inúmeros momentos, indo de centro administrativo no período de sua construção, à Câmara Municipal e Prefeitura, estando atualmente a abrigar a Biblioteca Municipal. A cidade conta ainda com o Museu da História de Barra Mansa, o qual se encontra provisoriamente no Centro de Documentação e Memória Fazenda da Posse devido a obras no local. O Parque Natural Municipal Centenário, conhecido popularmente como Jardim das Preguiças, é um espaço assinado pelo paisagista August François, isto no século XIX, tento também recebido os trabalhos de Roberto Burle Marx, já no final do século XX. Hoje, é um espaço a céu aberto no centro da cidade, possibilitando local para atividade física e encontros casuais. Não somente, um dos cartões postais da cidade é a Ponte Ataulfo Pinto dos Reis, a Ponte dos Arcos, como é popularmente conhecida; foi construída em 1958, estando a ligar o bairro do

Ano Bom ao Centro da cidade.


A cidade conta ainda com inúmeras fazendas históricas remanescestes do ciclo do café. Entre elas, a Fazenda da Posse, construída em 1764, funciona hoje como um centro cultural, oferecendo cursos e exposições de arte. Abriga ainda a Igreja do Divino Espírito Santo, que inicia sua construção em 1833 e a Igreja Nossa Senhora do Amparo de estilo neoclássico. Duas áreas florestais destinadas à preservação da fauna e flora podem ser encontradas na cidade: a Floresta da Cicuta, de propriedade da Siderúrgica Nacional e possuindo 132 hectares de extensão; e a Mata do Pavão, que fica situada no distrito de Rialto.


A cidade conta ainda com a renomada Orquestra Sinfônica de Barra Mansa, a qual possui grande reconhecimento a nível nacional e internacional, inserindo a região no cenário musical e elevando sua atmosfera cultural. Nesse mesmo caminho, a cidade promove um festival internacional de música que, durante 15 dias, promove uma programação em diferentes pontos da cidade, com apresentações de artistas nacionais e internacionais.


REFERÊNCIA:


Barra Mansa. IBGE, 2021. Disponível em:

<https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/riodejaneiro/barramansa.pdf>.

Acessado em: 20 de fev. 2021

Cidade. Prefeitura de Barra Mansa, 2021. Disponível em:

<https://www.barramansa.rj.gov.br/category/cidade/>. Acessado em 20 de fev. 2021.

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